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Era uma borboleta majestosa, ricamente colorida,
Que se debatia desesperadamente lá no fundo do quintal;
Da porta de casa percebi que se encontrava ferida
Porque não conseguia se locomover no local.
Tentei ajudá-la, com todo o cuidado para não machucá-la,
Desvirando-a com delicadeza; porém, tristemente reconheci
Que, por não saber curá-la, jamais poderia salvá-la,
Sua enfermidade era grave e por isso mais me entristeci.
Notei que uma das asas estava tombada e exibia um buraco enorme
Numa das rendadas extremidades, a indicar uma mordedura uniforme
De um voraz predador, insensível, cruel, ou morto de fome.
Ela, porém, se debatia, coitada, tentando debalde se livrar
Da dor malvada, agonizante, presságio de morte que a estava a torturar
Então, cabisbaixo, afastei-me, deixando-a ali sozinha, nada incólume.
criado por José Guimarães
11:12:05