DIÁRIO DE UM ESCRITOR

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Terra Blog

Categoria: Livros Infantis

28.02.07

O Porquinho no Espelho

categorias: Livros Infantis

Editora: Virtual Books

Categoria: Infanto-juvenil

Disponibilidade: Grátis

Trecho:

Bion era um menino que não gostava de tomar banho. Não só não gostava de tomar banho, como também não gostava de jogar lixo na lixeira. Só jogava fora dela. 
- O espaço fora da lixeira é muito maior - desculpava-se -, por isso erro o alvo. 
Só isso? Não! Detestava fazer muitas outras coisas que o manual de boas maneiras recomenda. Chutava tudo que encontrava pelo caminho, falava palavrão e ainda era respondão. 
Quando tomava sorvete, saboreava a guloseima despertando inveja nas crianças, lambuzando o rosto, a roupa, as mãos, o chão, enquanto caminhava bem devagar. Os lábios dele chegavam a ficar da cor do sorvete. Ele não se importava com isso, por isso não os limpava. 
Na escola era o único a sentar-se isolado, porque ninguém gostava de se sentar perto dele. Mas não pense você que Bion se chateava com isso. Nem um pouco. Ao contrario, ficava contente e se achava o máximo.
- Bion, Bion, Bion... – sua mãe vivia lhe dizendo. – Você vai sofrer muito na vida por causa desse seu comportamento esquisito.
- Vou nada, mãe! Eu vou é lucrar.
- De que jeito?
- De todo jeito. 
- Como?
- Na escola, posso sentar onde quero e ninguém me incomoda.
- Mas você não sabe o que falam de você.
- E daí?
- E daí que não gosto que falem de meu filho nem inventem apelido pra ele. Seu pai também não. Nem seus avôs. Nem seus tios e primos. Nem ninguém da família! 
- Preocupação boba, mãe. A senhora não devia se preocupar com isso.
Mas Dona Gracildes se preocupava. E se queixava aos familiares. Até que um dia alguém aconselhou-a a levá-lo ao psicólogo. 
Dona Gracildes levou-o a Dra. Mírian, psicóloga da escola, e contou-lhe sua aflição. 
A Drª. Mírian comprometeu-se em ajudar Bion. 
Assim, no primeiro encontro com ele, ela lhe perguntou:
- Você se sente bem fazendo as coisas que faz?
- Não sei.
- Sente ou não sente?
- Às vezes sinto. Às vezes não.
- Como assim?
- É assim, tia... Quando alguém faz uma coisa que eu não gosto, quero fazer pra ele uma coisa que ele não gosta.
- E daí?
- E daí que quando me fazem coisas que eu gosto, fico com vergonha de só fazer o que eles não gostam.
- Ah, é! Então sua consciência lhe diz que é errado o que você faz?
- Não sei. O que é consciência?
A Drª. Mírian pegou o dicionário e leu a definição de consciência. Como Bion não conhecia o significado de algumas palavras, ela explicou-o na linguagem dele. 
- A senhora quer dizer que eu posso saber se o que faço é certo ou errado?
- Isso, Bion. É como se existisse dentro de você um outro “Bion”, que lhe dissesse o tempo todo como fazer corretamente. Só que você não o obedece.
Depois disso Bion passou a observar mais sua “consciência”. 
Em casa contou para os pais que havia dentro dele um outro “Bion”, que era o oposto dele e iria ajudá-lo. Só não sabia como esse outro “Bion” faria isso.

E aí? Gostou? Odiou? Não entendeu lhufas?

Quer ler o final da história?

Então, clique aqui.

mokoloton@terra.com.br  

09.02.07

A Campainha

categorias: Livros Infantis

O livro A Campainha foi reeditorado.

Mais surpresa na história dos meninos Alex e Augusto, que ficaram juntamente com outras crianças em poder de extraterrestres que os capturaram como animais selvagens.

Recomendado para leitores a partir de nove anos de idade.

Pegue uma cópia grátis clicando na capa abaixo:

03.12.06

Companheiro de Viagem

categorias: Contos, Livros Infantis

O Convite

Ainda não fazia um ano que Jovino mudara-se para uma casa ao lado da nossa. Entretanto, ele já despertava em quase toda a vizinhança bastante respeito e seriedade. Isso fez com que ficasse logo conhecido de todo o pessoal do pequeno bairro onde morávamos. Era de uma presteza sem igual e sabia despertar nos outros grande confiança. Foi dessa forma que Arlindo, meu irmão, o conhecera na construção onde trabalhavam. Meu irmão era ajudante de pedreiro e ele, carpinteiro. E foi exatamente por intermédio de meu irmão que ele tornou-se nosso vizinho. Gabava-se de ser do sertão cearense, “terra em que não chove e o mato é verde”, e orgulhava-se de ter viajado sempre de graça, para onde quer que fosse. Até de avião.
- Que sujeito mais cara de pau! – alfinetavam-no uns.
- Qual nada, Seu! Esse é que sabe levar a vida – elogiavam-no outros.
- Ixe! Isto aí tá é me revelando um possante dum contador de vantagem!
E por aí afora as opiniões divergiam.
Era uma figura pra lá de esquisita: zarolho, baixinho, falador, feioso, destemido, porém nada briguento. Longe disso, era brincalhão e contador de histórias. Para uns, um louco. Para outros...
Nessa época estavam construindo uma usina hidrelétrica no Rio da Casca.
Jovino convidou-me para ir com ele, para lhe servir de companhia.
Eu não queria ir, mas confesso que fiquei entusiasmado com minha primeira viagem, visto nunca ter arredado o pé de nossa cidade (Cuiabá-MT). E por que não me emocionar com a primeira viagem? A primeira investida rumo ao desconhecido? Você sente o tamanho de minha emoção? Juro que era grande. Se bem que estivesse longe de imaginar que minha primeira viagem seria uma odisséia. Porque Jovino jurara de pés juntos que retornaríamos ao anoitecer e eu nele cri. Por isso achei que tudo transcorresse bem.
Achei!

Texto extraído do livro Companheiro de Viagem.
Papel Virtual Editora – 2ª edição.

Resenha Verdes Trigos

mokoloton@terra.com.br

29.11.06

A Fuga dos Animais do Circo

categorias: Livros Infantis

O Sr. Alberto, Dona Neusa e Lucas foram à rodoviária buscar os avôs do menino, que chegariam de viagem.

Havia um circo ao lado da rodoviária.

Entraram na lanchonete, de onde Lucas via os animais do circo. Quis ir até perto vê-los. A mãe e a avó o acompanharam e se juntaram às pessoas no alambrado.

As crianças falavam dos hábitos dos animais. Do que eles comiam, como dormiam... Lucas só pensava em libertá-los.

Ninguém via o alienígena, mas ele também estava lá, invisível.

Os animais pareciam indiferentes a tudo. Os elefantes abanavam as orelhas e o rabo, numa tentativa inútil de afastar os insetos. De vez em quando erguiam a tromba e faziam as crianças rir. Os camelos mastigavam sem parar. Os cavalos imóveis... Somente um macaco circulava de um lado a outro, às vezes fazendo gracinhas, e as pessoas riam.

"Por que vocês não saem daí? Saiam já daí, anda!", dizia Lucas bem baixinho.

De repente os animais fizeram um barulho enorme. Os homens do circo correram para ver. Os cavalos pulavam e rinchavam, os cachorros latiam, os gatos miavam... Os maiores romperam a corrente que os prendiam e abriram um buraco na cerca. Foram embora.

Os homens do circo correram para pegá-los, mas não conseguiram, porque estavam enfurecidos. As mulheres, apavoradas, gritavam.

Na disparada dos elefantes a cobertura de lona onde eles ficavam despencou e parte da lona do circo rasgou. As pessoas correram para a rodoviária. Os carros paravam e buzinavam. Uma gritaria surgiu. A Polícia Militar veio e acalmou o povo.

- Que coisa horrível, meu Deus! - disse dona Neusa. - Nunca vi nada igual.

- Nem eu - disse Dona Marta. Só que se lembrou do que tinha acontecido no sítio dias antes e ficou imaginando se um caso com outro não tinha ligação. (Lucas tinha soltado os animais do sítio, pois não admitia vê-los presos.)

As pessoas gritavam apavoradas e corriam. Corriam e gritavam.

Um leão perseguiu um rapaz que passava de bicicleta transportando carne. As pessoas gritavam para o rapaz fugir. Ao ver o leão ele pulou da bicicleta e se escondeu atrás de umas caixas que um carregador empilhava. Este também ficou apavorado, embolaram-se os dois, um segurando o outro.

Os soldados se aprovimaram do leão e ergueram as armas. Lucas se colocou entre o leão e eles, abriu os braços e gritou:

- Não atirem nele!

Nisso os homens do circo vieram depressa e colocaram o leão na jaula.

- Viva! Bravo! - O povo aplaudiu como nunca, já querendo fazer de Lucas um herói.

Esse texto é parte do capítulo Cinco do livro Mokolóton

Se quiser saber mais sobre o livro, é só clicar na capa abaixo:

Gostaria de saber sua opinião, se gostou ou não do texto .

Abraços!

mokoloton@terra.com.br

 

28.11.06

Livros Infantis

categorias: Livros Infantis