DIÁRIO DE UM ESCRITOR

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Terra Blog

Categoria: Cotidiano

12.04.07

Um filhote de rolinha entrou em minha casa

categorias: Cotidiano

É realmente curioso como os animais têm se aproximado cada vez mais dos homens, em busca de ajuda.

Ontem foi a vez de um filhote de rolinha que apareceu por aqui. Fiquei surpreso, porque, apesar de as rolinhas ficarem o tempo todo no quintal, nunca tinha visto um filhote deles. É como se elas o escondessem. Ele parecia tão mansinho e frágil que quase o peguei. Mas depois achei que se fizesse isso ele morreria.

Deixei-o no local em que o encontrara. Depois esfarelei um pedaço de pão. Mas lembrei-me de que tal qual o filhote de pardal ele também não consegue comer, por ter o bico ainda mole. Também já era tarde, quase seis horas e já era hora de ele dormir.

Engraçado é que ele subiu numa vassoura e ficou empuleirado, como se fosse um animal de estimação.

Só que depois eu saí dali e quando retornei não mais o encontrei.

"Melhor assim", pensei, "foi procurar apoio com os seus".

09.04.07

Depois daquele dia

categorias: Cotidiano

O bom de blog é saber e encontrar pessoas que têm o mesmo pensamento da gente. Ou que têm pensamento diferente.

 

De uma maneira ou de outra, gostei dos comentários que recebi.

 

Quanto aos animais peçonhentos, apesar de admirar muito o trabalho do professor Del Nero, acho que não estou preparado para encontrá-los.

 

Afinal, só de visitar o site do professor naquele dia e ler muito sobre animais que tanto atemorizam a gente, fiquei sem dormir quase que a noite toda, preocupado, por achar que havia uma cobrinha no quarto.

 

Lembrei-me de um livro que li chamado Sidarta, em que uma cobrinha pica uma mulher e ela morre imediatamente.

 

Bem, vou parar com esse assunto por aqui, senão não conseguirei dormir esta noite, de novo. E olhe que são onze apenas da noite.

 

Então, boa noite!

07.03.07

Flagrantes do dia

categorias: Cotidiano

Um

No ônibus, um menino de uns três anos mais ou menos, sentado no banco perto do cobrador, ao lado da mãe, se desequilibra e quase cai para frente.

A mãe dá uma bronca tão grande nele e um belo tapa nas costas do menino, na altura do pulmão, que ele se desequilibra e quase cai de novo, agora com mais força, no mesmo lugar.

- Que susto que você me deu! - disse ela. - Podia cair e se machucar!

Porém, longe de perceber que o tapa que ela dera foi mais prejudicial que a queda, pois, além de deixar a auto-estima dele lá embaixo, ainda poderia prejudicar seu pulmão, frágil nessa idade.

A gente fica com vontade de chamar atenção de uma mãe assim, mas se cala. Só fico pensando qual seria a reação de Içami Tiba se estivesse ali.

Instantes depois ela agradava insistentemente o filhinho, que choramingava baixinho com a cabeça encostada em seu ombro.

Dois

Na avenida, um homem, depois de rasgar um folheto que pegara no caminho, jogou disfarçadamente os pedaços ao pé dele, enquanto caminhava. Os papéis coloridos ficaram espalhados no chão, voando ao sabor do vento. Ah, vontade de dar uma bronca nele! Mas quem sou eu para fazer isso?

Era só ele caminhar mais uns passos e jogar os paéis na lixeira. Havia uma bem perto dele.

mokoloton@terra.com.br

 

06.03.07

A Bravura da Rolinha

categorias: Cotidiano

No post de ontem eu disse que a rolinha só ataca o pardal porque ele é menor que ela, e ela é uma ave covarde.

Mas a blogueira Sissi escreveu aqui, no comentário de ontem, que a rolinha é o único pássaro que ela conhece (ou sabe) que ataca o gavião.

Fiquei surpreso, pois não sabia disso. Portanto, retiro o que disse sobre a rolinha: ela não é nada covarde, muito pelo contrário, brava, porque o gavião, todo mundo sabe, é uma ave de rapina terrível, que ataca o galinheiro e faz um estrago medonho. 

Hoje cedo (é madrugada ainda), quando dezenas delas vêm ciscar o quintal, vou observá-las com interesse, admirando-as pela bravura que eu jamais imaginara que têm.

Palmas para as rolinhas!

Por outro lado, o pardal ataca a lavoura. Para o lavrador, ele é um transtorno. No entanto, aqui em casa, como não existe plantação que eles gostam, ciscam o quintal à procura de algo que os alimente.

É isso aí! O que me preocupa e irrita é ver um ser inferior ser atacado por outro maior. Como uma criança levando surra dos pais. Os presos, da polícia. Os garotos de rua, dos mendigos...

Tenha um bom dia!

mokoloton@terra.com.br

05.03.07

Rolinhas e Pardais

categorias: Cotidiano

Ontem, depois que coloquei quirera no quintal para os pássaros que o freqüentam, percebi depois de algum tempo que as rolinhas não são nada cordiais.

Em determinados momentos eu ouvia pios lamentosos no quintal. Parei as atividades para ver. Uma única rolinha que comia o milho bicava sem dó e sem piedade dois filhotes de pardal que a mãe fazia de tudo para aliimentá-los.

Aquilo me indignou muito. Mais, por incrível que pareça, por ver que dona Pardoca nada fazia para defender os filhotes. Continuava alimentando-os insistentemente. Sua única preocupação era se livrar das bicadas da rolinha e pegar os grãos para alimentar os filhotes.

"Por que será que ela não ataca a rolinha?", perguntei a mim mesmo. Decerto porque a rolinha é muito maior que ela. Mas será que por causa disso ela não reage ao ver o filhote levando bicadas mortais de um ser muito maior que ele? Eu digo mortais porque se a rolinha certa o olho do pardalzinho ele não resiste.

A rolinha, se você não sabe, tem um bico tão comprido e fino que não sei pra que foi feito. Será que para atacar os adversários? Mas quem são os adversários dela? Os gatos a pegam com facilidade. Isto é, quando eles conseguemm chegar perto, poroque ela voa com a rapidez de um raio (exagero?).

Entretanto, a rolinha não ataca ave maior que ela. Pelo que percebo, somente a outra rolinha, na hora de brigar pelo alimento. Ao que parece, cada rolinha quer tudo só pra ela, por isso fica brigando insistentemente com as outras. Assim, tão burras, mais brigam que comem.

Enfim, indignado, ao ver a cena, pensei expulsar a rolinha. Mas não conseguiria, porque expulsaria também os pardais e, nesta época do ano, eles estão de filhotes. Se os filhotes não alimentarem, no próximo ano estará reduzido a comunidade de pardais.

Não sei não, mas acho que alimentá-los, já que invadimos o espaço deles ( por isso não conseguem ficar longe dos homens), é uma pequena contribuição que faço.

A única saída que encontrei foi colocar quirera em mais dois lugares. Não sei se com isso resolveria o problema da briga, mas livrei minha consciência de presenciar um crime tão bárbaro contra os pequenos, na natureza tão perto de mim.

Abraços,

mokoloton@terra.com.br