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Era uma borboleta majestosa, ricamente colorida,
Que se debatia desesperadamente lá no fundo do quintal;
Da porta de casa percebi que se encontrava ferida
Porque não conseguia se locomover no local.
Tentei ajudá-la, com todo o cuidado para não machucá-la,
Desvirando-a com delicadeza; porém, tristemente reconheci
Que, por não saber curá-la, jamais poderia salvá-la,
Sua enfermidade era grave e por isso mais me entristeci.
Notei que uma das asas estava tombada e exibia um buraco enorme
Numa das rendadas extremidades, a indicar uma mordedura uniforme
De um voraz predador, insensível, cruel, ou morto de fome.
Ela, porém, se debatia, coitada, tentando debalde se livrar
Da dor malvada, agonizante, presságio de morte que a estava a torturar
Então, cabisbaixo, afastei-me, deixando-a ali sozinha, nada incólume.

criado por José Guimarães
11:12:05O Sr. Alberto, Dona Neusa e Lucas foram à rodoviária buscar os avôs do menino, que chegariam de viagem.
Havia um circo ao lado da rodoviária.
Entraram na lanchonete, de onde Lucas via os animais do circo. Quis ir até perto vê-los. A mãe e a avó o acompanharam e se juntaram às pessoas no alambrado.
As crianças falavam dos hábitos dos animais. Do que eles comiam, como dormiam... Lucas só pensava em libertá-los.
Ninguém via o alienígena, mas ele também estava lá, invisível.
Os animais pareciam indiferentes a tudo. Os elefantes abanavam as orelhas e o rabo, numa tentativa inútil de afastar os insetos. De vez em quando erguiam a tromba e faziam as crianças rir. Os camelos mastigavam sem parar. Os cavalos imóveis... Somente um macaco circulava de um lado a outro, às vezes fazendo gracinhas, e as pessoas riam.
"Por que vocês não saem daí? Saiam já daí, anda!", dizia Lucas bem baixinho.
De repente os animais fizeram um barulho enorme. Os homens do circo correram para ver. Os cavalos pulavam e rinchavam, os cachorros latiam, os gatos miavam... Os maiores romperam a corrente que os prendiam e abriram um buraco na cerca. Foram embora.
Os homens do circo correram para pegá-los, mas não conseguiram, porque estavam enfurecidos. As mulheres, apavoradas, gritavam.
Na disparada dos elefantes a cobertura de lona onde eles ficavam despencou e parte da lona do circo rasgou. As pessoas correram para a rodoviária. Os carros paravam e buzinavam. Uma gritaria surgiu. A Polícia Militar veio e acalmou o povo.
- Que coisa horrível, meu Deus! - disse dona Neusa. - Nunca vi nada igual.
- Nem eu - disse Dona Marta. Só que se lembrou do que tinha acontecido no sítio dias antes e ficou imaginando se um caso com outro não tinha ligação. (Lucas tinha soltado os animais do sítio, pois não admitia vê-los presos.)
As pessoas gritavam apavoradas e corriam. Corriam e gritavam.
Um leão perseguiu um rapaz que passava de bicicleta transportando carne. As pessoas gritavam para o rapaz fugir. Ao ver o leão ele pulou da bicicleta e se escondeu atrás de umas caixas que um carregador empilhava. Este também ficou apavorado, embolaram-se os dois, um segurando o outro.
Os soldados se aprovimaram do leão e ergueram as armas. Lucas se colocou entre o leão e eles, abriu os braços e gritou:
- Não atirem nele!
Nisso os homens do circo vieram depressa e colocaram o leão na jaula.
- Viva! Bravo! - O povo aplaudiu como nunca, já querendo fazer de Lucas um herói.
Esse texto é parte do capítulo Cinco do livro Mokolóton.
Se quiser saber mais sobre o livro, é só clicar na capa abaixo:
Gostaria de saber sua opinião, se gostou ou não do texto .
Abraços!

criado por José Guimarães
06:40:25Olá Internauta!
A partir de hoje colocarei aqui links de Livros Infantis para download gratuito. É só clicar e copiar. Um abraço!
O Ursinho Chorão Cinderela Pinóquio Aladim Chapeuzinho Vermelho
João e Maria Mokolóton O Patinho Feio Branca de Neve Alfa Beto
O Pequeno Polegar A Festa no Céu O Pintinho Amarelinho
A Margarida A Princesinha A Sereiazinha As Flores de Ida
Alexandre A Lenda do Saci A Ilha do Tesouro A Cozinha da Bruxinha
A Pedra Encantada O Laço Afluentes do Poema Keity O Rouxinol
O Menino Mau A Pequena Venderora O Jardim do Paraíso As Cegonhas
O Caracol e a Roseira A Sombra O Limpador de Chaminé O Sino
A Nova Roupa do Imperador O Anjo Pintado, o Pintinho Travesso
Reflexões do Tempo O Estranho Mundo de Deque O Peq.M.deM.Lucia
Acordes do Saltério Lelé, o Sapo Maluquinho A Floresta Sanozama
Lilite Um Conto de Natal Natal na Terra das Neves Brasil
O Jardim de Ozom O Suave Milagre O Sapo Sonhador O Gato Latiu´
A Árvore que queria voar Água Rasa no Riacho Fundo Moira
Caçada ao Peixe Pirá-Brasília A Nova Roupa do Imperador

criado por José Guimarães
06:51:16Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e temente a Deus. Esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele.
O Espírito Santo revelou-lhe que não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.
Assim, foi ao templo.
Procedendo segundo a lei, os pais trouxeram o menino Jesus para que ele o visse.
Ele tomou o menino Jesus nos braços e o louvou a Deus dizendo:
- Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra.
“Porque meus olhos já viram a tua salvação.
“A qual preparaste perante a face de todos os povos.
“Luz para iluminar os gentios, e para a glória do teu povo Israel.”
Os pais do menino ficaram admirados das coisas que dele se diziam.
Simeão abençoou-os e disse à Maria, mãe do menino:
- Esta criança é colocada para queda e elevação de muitos em Israel, para ser alvo de contradição e para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
“E uma espada trespassará também a tua própria alma.”
Havia também em Jerusalém uma profetisa de nome Ana, filha de Famuel, da tribo de Aser. Ela era avançada em idade e tinha vivido com o marido sete anos, desde que se casara.
Era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de dia e de noite.
Estava ali naquele momento e também dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
(Cf. Lc. 2;25-38)

criado por José Guimarães
10:04:36- Ti! Ti! Ti! Ti! - Dona Marta chamou as galinhas.
Vieram todas, atropelando-se umas nas outras. Aproximou-se de um frangão. Ele nem desconfiou. Ela o pegou. Ele esperneou, sem chance de escapar. Torceu o pescoço dele e o largou.
- Por que fez isso, mãe? - Lucas perguntou.
Sem entender o motivo da pergunta, não respondeu nada e entrou na cozinha.
"Não vou deixar que ele morra, não vou deixar...", pensava Lucas. Então fechou os olhos e pediu ao frango que não morresse. "Não morra! Não morra! Não morra!...", repetia mentalmente. Abriu os olhos, achando que ele estivesse morto, porém se surpreendeu. O frango tinha parado de se debater. Ergueu a cabeça e se levantou. Depois sacudiu o corpo, livrou-se da terra que grudou nas penas, e correu para perto dos outros, são e salvo.
- Eeeeeeehhhhhh!... - Lucas aplaudiu muito, eufórico, de contentamento.
Mokolóton riu. Era-lhe gratificante ver o menino feliz. Nesse momento os animais fizeram um barulho enorme. Bug tinha visto o extraterrestre, numa hora em que Mokolóton apareceu de propósito a ele e lhe fez careta, por isso latia muito. Olhava na direção de Lucas, como a lhe dizer: "Sai daí! Ele está perto de você." Mokolóton estava perto de Lucas, invisível.
Assustada com a barulheira toda, Dona Marta veio ver o que era. Ficou horrorizada com o que via. Correu para perto do filho. Lucas não estava nem aí, apenas sorria.
As aves fizeram um círculo enorme no chão e puseram o frango que soreviveu dentro dele, e rodaram, rodaram, rodaram arrancando poeira como se quisessem cavar um buraco no chão e entrar nele. Depois voaram bem alto e fizeram acrobacias no ar, pousando uma após outra, numa leveza de plumas que caem ao chão.
Dona Marta deu uma sacudida em Lucas e depois perguntou:
- Como você fez isso?! Com que poder você fez isso?
- Eu fiz isso o que, mãe?! Eu não fiz nada, não!
- Ora, meu filho, o frango era pra estar morto numa hora desta, não está. Vim pra buscar ele e o que encontro? Uma festança doida de ave no quintal. Afinal, o que está acontecendo aqui, Meu Deus?
- Não tá acontecendo nada não, mãe - disse Lucas muito tranqüilo. - Pra mim tá tudo normal.
- Pois pra mim não está! Afinal, o que você fez com o frango?
- Bem, se a senhora quer saber, tudo que fiz foi ficar aqui olhando.
- Olhando? Você jura que não fez nada, nadinha?
- Nadinha. A senhora agora acha que eu sou o quê? Um bruxo? Não sou nenhum bruxo não, mãe. Apenas fiquei com dó do frango. Só isso. Então pedi pra ele não morrer, é sim, pedi bem baixinho.
- É mesmo?
- É sim. A senhora quer quer eu conto como foi?
- Quero.
Trecho do livro:

criado por José Guimarães
16:28:53