Olá, internauta!
Postarei aqui links das revistas que mais leio.

criado por José Guimarães
10:58:06O Convite
Ainda não fazia um ano que Jovino mudara-se para uma casa ao lado da nossa. Entretanto, ele já despertava em quase toda a vizinhança bastante respeito e seriedade. Isso fez com que ficasse logo conhecido de todo o pessoal do pequeno bairro onde morávamos. Era de uma presteza sem igual e sabia despertar nos outros grande confiança. Foi dessa forma que Arlindo, meu irmão, o conhecera na construção onde trabalhavam. Meu irmão era ajudante de pedreiro e ele, carpinteiro. E foi exatamente por intermédio de meu irmão que ele tornou-se nosso vizinho. Gabava-se de ser do sertão cearense, “terra em que não chove e o mato é verde”, e orgulhava-se de ter viajado sempre de graça, para onde quer que fosse. Até de avião.
- Que sujeito mais cara de pau! – alfinetavam-no uns.
- Qual nada, Seu! Esse é que sabe levar a vida – elogiavam-no outros.
- Ixe! Isto aí tá é me revelando um possante dum contador de vantagem!
E por aí afora as opiniões divergiam.
Era uma figura pra lá de esquisita: zarolho, baixinho, falador, feioso, destemido, porém nada briguento. Longe disso, era brincalhão e contador de histórias. Para uns, um louco. Para outros...
Nessa época estavam construindo uma usina hidrelétrica no Rio da Casca.
Jovino convidou-me para ir com ele, para lhe servir de companhia.
Eu não queria ir, mas confesso que fiquei entusiasmado com minha primeira viagem, visto nunca ter arredado o pé de nossa cidade (Cuiabá-MT). E por que não me emocionar com a primeira viagem? A primeira investida rumo ao desconhecido? Você sente o tamanho de minha emoção? Juro que era grande. Se bem que estivesse longe de imaginar que minha primeira viagem seria uma odisséia. Porque Jovino jurara de pés juntos que retornaríamos ao anoitecer e eu nele cri. Por isso achei que tudo transcorresse bem.
Achei!
Texto extraído do livro Companheiro de Viagem.
Papel Virtual Editora – 2ª edição.

criado por José Guimarães
16:44:59Era uma borboleta majestosa, ricamente colorida,
Que se debatia desesperadamente lá no fundo do quintal;
Da porta de casa percebi que se encontrava ferida
Porque não conseguia se locomover no local.
Tentei ajudá-la, com todo o cuidado para não machucá-la,
Desvirando-a com delicadeza; porém, tristemente reconheci
Que, por não saber curá-la, jamais poderia salvá-la,
Sua enfermidade era grave e por isso mais me entristeci.
Notei que uma das asas estava tombada e exibia um buraco enorme
Numa das rendadas extremidades, a indicar uma mordedura uniforme
De um voraz predador, insensível, cruel, ou morto de fome.
Ela, porém, se debatia, coitada, tentando debalde se livrar
Da dor malvada, agonizante, presságio de morte que a estava a torturar
Então, cabisbaixo, afastei-me, deixando-a ali sozinha, nada incólume.

criado por José Guimarães
11:12:05O Sr. Alberto, Dona Neusa e Lucas foram à rodoviária buscar os avôs do menino, que chegariam de viagem.
Havia um circo ao lado da rodoviária.
Entraram na lanchonete, de onde Lucas via os animais do circo. Quis ir até perto vê-los. A mãe e a avó o acompanharam e se juntaram às pessoas no alambrado.
As crianças falavam dos hábitos dos animais. Do que eles comiam, como dormiam... Lucas só pensava em libertá-los.
Ninguém via o alienígena, mas ele também estava lá, invisível.
Os animais pareciam indiferentes a tudo. Os elefantes abanavam as orelhas e o rabo, numa tentativa inútil de afastar os insetos. De vez em quando erguiam a tromba e faziam as crianças rir. Os camelos mastigavam sem parar. Os cavalos imóveis... Somente um macaco circulava de um lado a outro, às vezes fazendo gracinhas, e as pessoas riam.
"Por que vocês não saem daí? Saiam já daí, anda!", dizia Lucas bem baixinho.
De repente os animais fizeram um barulho enorme. Os homens do circo correram para ver. Os cavalos pulavam e rinchavam, os cachorros latiam, os gatos miavam... Os maiores romperam a corrente que os prendiam e abriram um buraco na cerca. Foram embora.
Os homens do circo correram para pegá-los, mas não conseguiram, porque estavam enfurecidos. As mulheres, apavoradas, gritavam.
Na disparada dos elefantes a cobertura de lona onde eles ficavam despencou e parte da lona do circo rasgou. As pessoas correram para a rodoviária. Os carros paravam e buzinavam. Uma gritaria surgiu. A Polícia Militar veio e acalmou o povo.
- Que coisa horrível, meu Deus! - disse dona Neusa. - Nunca vi nada igual.
- Nem eu - disse Dona Marta. Só que se lembrou do que tinha acontecido no sítio dias antes e ficou imaginando se um caso com outro não tinha ligação. (Lucas tinha soltado os animais do sítio, pois não admitia vê-los presos.)
As pessoas gritavam apavoradas e corriam. Corriam e gritavam.
Um leão perseguiu um rapaz que passava de bicicleta transportando carne. As pessoas gritavam para o rapaz fugir. Ao ver o leão ele pulou da bicicleta e se escondeu atrás de umas caixas que um carregador empilhava. Este também ficou apavorado, embolaram-se os dois, um segurando o outro.
Os soldados se aprovimaram do leão e ergueram as armas. Lucas se colocou entre o leão e eles, abriu os braços e gritou:
- Não atirem nele!
Nisso os homens do circo vieram depressa e colocaram o leão na jaula.
- Viva! Bravo! - O povo aplaudiu como nunca, já querendo fazer de Lucas um herói.
Esse texto é parte do capítulo Cinco do livro Mokolóton.
Se quiser saber mais sobre o livro, é só clicar na capa abaixo:
Gostaria de saber sua opinião, se gostou ou não do texto .
Abraços!

criado por José Guimarães
06:40:25Olá Internauta!
A partir de hoje colocarei aqui links de Livros Infantis para download gratuito. É só clicar e copiar. Um abraço!
O Ursinho Chorão Cinderela Pinóquio Aladim Chapeuzinho Vermelho
João e Maria Mokolóton O Patinho Feio Branca de Neve Alfa Beto
O Pequeno Polegar A Festa no Céu O Pintinho Amarelinho
A Margarida A Princesinha A Sereiazinha As Flores de Ida
Alexandre A Lenda do Saci A Ilha do Tesouro A Cozinha da Bruxinha
A Pedra Encantada O Laço Afluentes do Poema Keity O Rouxinol
O Menino Mau A Pequena Venderora O Jardim do Paraíso As Cegonhas
O Caracol e a Roseira A Sombra O Limpador de Chaminé O Sino
A Nova Roupa do Imperador O Anjo Pintado, o Pintinho Travesso
Reflexões do Tempo O Estranho Mundo de Deque O Peq.M.deM.Lucia
Acordes do Saltério Lelé, o Sapo Maluquinho A Floresta Sanozama
Lilite Um Conto de Natal Natal na Terra das Neves Brasil
O Jardim de Ozom O Suave Milagre O Sapo Sonhador O Gato Latiu´
A Árvore que queria voar Água Rasa no Riacho Fundo Moira
Caçada ao Peixe Pirá-Brasília A Nova Roupa do Imperador

criado por José Guimarães
06:51:16